
Uma vibração não detectada limitou a produção de cortadeiras de papel em indústria papeleira durante 14 anos! Imagine um cenário: equipamentos essenciais que, desde o primeiro dia, nunca atingiram sua capacidade total. Na indústria de Papel e Celulose, duas cortadeiras de papel cartão enfrentavam exatamente essa realidade. Projetadas para operar a 335 m/min, elas se viam limitadas a 230 m/min por mais de uma década. O motivo? Uma vibração não detectada e excessiva que comprometia a qualidade do produto final, gerando bordas serrilhadas e transformando essas máquinas em gargalos crônicos de produção. Esse é um problema mais comum do que se imagina, e a solução nem sempre é óbvia.
O Desafio: Um problema persistente e soluções ineficazes
Por 14 anos, a e o próprio fornecedor do equipamento buscaram soluções. A vibração era perceptível, especialmente nas áreas de corte. A suspeita inicial recaiu sobre a frequência natural dos cilindros de corte. Uma tentativa de solução envolveu um sofisticado sistema anti-vibratório eletrônico, projetado para cancelar a vibração original. No entanto, o resultado foi insatisfatório. A hipótese de um problema de projeto nos cilindros persistia, com uma solução potencial caríssima (na casa de um milhão de dólares) e sem garantias de sucesso, o que travava qualquer avanço. A frustração de conviver com um limitador de produção era constante.
A abordagem Engefaz: investigação profunda além do óbvio
Diante de um histórico complexo e soluções anteriores ineficazes, a Engefaz adotou uma abordagem diferente. Em vez de aceitar as hipóteses existentes, iniciamos um Estudo de Engenharia e Análise de Vibrações aprofundado e sistemático. Nossa estratégia foi investigar todas as possibilidades, mesmo que isso significasse desafiar as conclusões anteriores.
Realizamos:
- Análise de vibrações em diversas velocidades operacionais.
- Ensaios estáticos e dinâmicos de ressonância para mapear frequências naturais em toda a máquina.
- Análise de ordem para identificar componentes específicos ligados à vibração.
- Inspeções detalhadas de montagem e ajustes mecânicos.
- Análise do histórico de manutenção e operação, utilizando ferramentas como Ishikawa e Árvore de Falhas.
A descoberta da causa raiz: onde ninguém procurava
Surpreendentemente, nossas análises não encontraram evidências que confirmassem o problema nos cilindros de corte. A investigação metódica nos levou a outro ponto: a fonte principal da vibração estava na fixação dos motores de acionamento do sistema de corte transversal. Especificamente, a parte traseira dos motores, que ficava em balanço, apresentava vibração elevada (próxima a 7,2 mm/s RMS), principalmente na direção vertical. Era a excitação da frequência natural do corpo do motor e sua montagem, não dos cilindros.
O caminho para a solução: engenharia aplicada
Com a causa raiz corretamente identificada, a solução tornou-se clara. Não era necessário substituir os caros cilindros. O foco passou a ser aumentar a rigidez da fixação dos motores. Projetamos e instalamos suportes e elementos de amortecimento específicos para o caso, visando reduzir o grau de liberdade do motor na direção vertical e amortecer a vibração residual.
Engefaz: expertise que destrava potencial
Este caso ilustra como problemas crônicos de produção podem ter causas raízes ocultas, que exigem uma análise técnica profunda e experiente para serem descobertas. Soluções paliativas ou baseadas em diagnósticos incorretos podem custar caro e não resolver o problema fundamental. A expertise em Engenharia de Manutenção e Análise de Vibrações da Engefaz foi crucial para desvendar um mistério de 14 anos, permitindo que as cortadeiras finalmente atingissem seu potencial.


